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Cultura e
Economia Criativa
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Processos criativos: Sócrates e O Marinheiro Pobre

Quer saber mais sobre os processos criativos de uma ópera? Dois cantores da nossa montagem de Sócrates e O Marinheiro Pobre vieram falar um pouquinho sobre como tudo funciona antes de chegar ao palco.

Um deles é Victor Lucas Bento, que interpreta Sócrates. E também Paulo Mandarino, que interpreta O Marinheiro, e destaca que é muito bom trabalhar um repertório mais desconhecido e desafiador, como é o caso do Marinheiro e também do Sócrates.

“São duas linguagens completamente diferentes, onde as coisas não fluem exatamente como no repertório mais conhecido. Por esse motivo, um mergulho nas obras de Satie e Milhaud foi indispensável”, destaca Paulo Mandarino. Para ele, a história das óperas chama atenção por lembrar o quanto não temos o controle sobre as situações como imaginamos ter e o quanto precisamos entender nossos limites e respeitar o dos outros.

Para se preparar para as montagens, o intérprete começa pelo texto, já que entender bem o que o personagem diz ajuda a entender melhor a ópera como um todo.

“Essa intimidade com o texto já me leva melhor preparado para a música, que eu estudo como um todo, não apenas a minha voz, mas a de todos e, também, a parte da orquestra”, afirma o cantor.

Confira o espetáculo no nosso canal

Victor Lucas Bento começa seu trabalho de forma parecida, com foco na análise musical da obra e na pesquisa do libreto.

“Neste processo eu faço um acompanhamento com o pianista correpetidor e professor de canto para ter uma opinião externa sobre meu desempenho. Depois é repetir e repetir para que a música seja cada vez mais incorporada.”, destaca.

Para ele, o que mais chama atenção nas óperas são as descrições dos ambientes em que a trama acontece. “Acho lindo como ele descreve o rio, as estátuas, os galhos das árvores. E também esse contraponto no texto quando outros personagens, em alguns momentos, narram os acontecimentos e em outros falam e discursam como Sócrates”.

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