Tati Helene | soprano

Eleita, pela principal revista eletrônica de música erudita do país, como uma das melhores do ano de 2017, pela sua performance em A Voz Humana na Sala Cecilia Meireles no Rio de Janeiro, Helene já trabalhou com importantes nomes da cena lírica européia, dentre os quais se destacam os diretores de cena Peter Konwitschny, com quem fez Salome em turnê pela Suíça, Bepi Morassi, em produção do Teatro La Fenice em Veneza (onde deu vida a personagem Rosa na ópera Il Piccolo Spazzacamino de Britten) e Stefano Vizioli, na produção paulistana de Falstaff feita pelo Theatro São Pedro (como Alice Ford), e os maestros Michael Radulescu da Áustria (como solista na Kantate 110 de Bach) e Alessandro Sangiorgi, italiano radicado no Brasil (com quem foi Mercedes na produção de Carmen do Teatro Guaíra em Curitiba e Norma em concerto no mesmo teatro).

 

Nos anos em que morou na Itália, foi bolsista do governo italiano e do Conservatório Antonio Buzzolla em função do seu mestrado em performance e atuou em alguns dos principais palcos do país, como o Teatro Malibran de Veneza, o Teatro Comunale de Rovigo e o Teatro Olímpico de Vicenza.

 

No Brasil, foi por duas vezes convidada para dividir o palco com artistas consagrados do meio lírico no projeto Grandes Vozes, primeiro com o barítono Renato Bruson e depois com a mezzo-soprano Graciela Araya, sendo ambas as apresentações sucesso de público e crítica.

 

Participou duas vezes do Festival de Ópera do Theatro da Paz, como Salomé na ópera homônima, e como Senta na ópera Der fliegende Holländer, primeira ópera wagneriana a ser apresentada na cidade. No fim de 2013 foi convidada para substituir, no próprio dia, a soprano Eliane Coelho no difícil papel de Médée de Cherubini no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a OSB sob regência do argentino Carlos Vieu. Destacam-se também sua atuação como a protagonista da estreia brasileira da ópera de Monteverdi L’incoronazione di Poppea, no Planetário do Rio de Janeiro e na ópera La Voix Humaine com direção de Roberto Alvim, que a consagrou perante a crítica brasileira pela sua brilhante atuação, em seus 3 anos de turnês, Guarulhos 2015, São Paulo 2016 e Rio de Janeiro 2017.

 

Helene também se destaca como solista em obras sinfônicas: no Brasil, no Uruguai e na Itália já cantou a “Missa para duas vozes solistas, coro e orquestra” de Leandro Alvarenga (composta especialmente para ela), a “Messe in G-Dur” de Schubert, o “Requiem” de Faurè, o “Magnificat” e o “Gloria” de Vivaldi, “Veni Creator Spiritus” de Jommelli (estréia brasileira), “Lobgesang” de Mendelssohn, “Vesperae Solennes de Confessore” de Mozart, “2. Sinfonie” de Mahler, “Scheherazade” de Ravel, “Te Deum” de Dvorák e “9. Sinfonie” de Beethoven. Tendo sido destaque no Festival de Ópera de Brasília de 2014 cantando as “Vier letzte Lieder” de Strauss.

 

É mestre em canto lírico pelo Conservatório Antonio Buzzolla da Itália, tendo concluído o bacharelado pela FAAM e, além disso, atriz profissional formada pelo Colégio William Shakespeare. Seus professores de canto foram Heloísa Petri, Carmo Barbosa, António Garófalo, e Luisa Giannini (Itália), atualmente estuda com o Dr. Emilio Pons (Alemanha) e prepara seu repertório com Vitor Philomeno no Brasil e com Klaus Salmann na Europa. Em busca do aperfeiçoamento a soprano também já participou de diversos Master Classes com destacados mestres do canto lírico como Fiorenza Cossotto, Silvia Sass, Jaime Aragall, Mara Zampieri, Maria Pia Piscitelli, Teresa Berganza, KS Edda Moser, KS Thomas Moser, KS Karan Armstrong, Chuck Hudson, Denis Combe-Chastel, Angelo Raciti, Martin Struckmeyer, Janet Williams, Petra Lang, Carlos Montane e Olga Mykytenko.

 

Foi vencedora do primeiro prêmio do Concurso Bianca Biancchi em Curitiba (2002), selecionada nas Audiciones Nuevas Voces Liricas del Teatro Cólon de Buenos Aires (2008) e indicada como uma promissora voz Wagneriana nas Audições Brasileiras do International Richard Wagner Competition (2009)